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A Igreja e os 70 anos da Declaração dos Direitos Humanos

A Igreja e os 70 anos da Declaração dos Direitos HumanosA Igreja e os 70 anos da Declaração dos Direitos Humanos

No dia 10 de dezembro de 2018, a Declaração Universal dos Direitos Humanos completou 70 anos de existência.

E o Vatican News entrevistou o Padre Wellistony Carvalho Viana. Ele trabalhou muitos anos na comissão de Direitos Humanos da Arquidiocese de Teresina, no Piauí e hoje é o Diretor Espiritual do Colégio Pio Brasileiro, em Roma.

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Relação entre a Igreja e os Direitos Humanos

Na entrevista, o Pe. Wellistony conseguiu transmitir de maneira muito singela e bonita a relação entre a Igreja Católica e os Direitos Humanos, afirmando:

A Declaração Universal dos Direitos Humanos assinada no dia 10 de dezembro de 1948 foi um fruto imediato do pós-guerra, mas as suas raízes são muito mais antigas. A Declaração está fundada na história do Ocidente, que tem basicamente duas grandes fontes: a razão grega e a fé cristã, Atenas e Jerusalém. Destas duas raízes é que surgiram os grandes valores da nossa civilização.

Ele ainda foi além ao dizer que:

O entrelaçamento do Cristianismo com a cultura grega os fizeram elaborar o conceito de pessoa e a ideia de dignidade humana, baseada na revelação de que nós somos “imagem e semelhança de Deus”.

E justamente por esse motivo, a Igreja foi aos poucos tomando consciência das consequências do fato de Deus se tornar pessoa humana para a sociedade. E afirmando, assim, que o ser humano possui direitos universais, inalienáveis e invioláveis.

Atenção para temas polêmicos

Segundo o Padre, devido ao movimento da sociedade e às ameaças a alguns direitos fundamentais, a Igreja Católica recentemente tem se preocupado mais com alguns temas polêmicos, que têm se tornado urgentes, como por exemplo:

  • Direito do embrião
  • Liberdade religiosa
  • Luta contra a pena de morte
  • Direitos à vida dos mais fracos, doentes e portadores de deficiência

Por fim, o Pe. Wellistony se alegra ao saber que as sociedades têm dado passos na defesa da dignidade humana. E isso é motivo de comemoração dos 70 anos da Declaração dos Direitos Humanos. E nos convida para não relaxarmos na luta pela promoção humana, pois há ainda muitos desafios a superar.

Você sabia que o Papa Francisco tem dado atenção a esses temas polêmicos? Confira o nosso artigo sobre o Papa da Tolerância.

Um pouco sobre o Pe. Wellistony

Pe. Wellistony Carvalho Viana nasceu na cidade de Picos, no Piauí, em janeiro de 1975. Ele pertence à Arquidiocese de Teresina. No dia 06 de janeiro de 2000, foi ordenado por Dom Miguel Fenelon Câmara. O Padre foi, ainda, membro da Comunidade presbiteral do Pontifício Colégio Pio Brasileiro, no período de agosto de 2003 a julho de 2005.

Nesse mesmo período, ele fez seu Mestrado em Filosofia na Pontificia Università Gregoriana-Roma. Em 2010, fez doutorado na Hochschule für Philosophie de Munique, e em 2014 fez um pós-doutorado na Universidade Federal do Piauí. Em 2008, o Pe. Wellistony foi “visiting scholar” na Universidade Notre Dame-USA a convite e sob orientação do filósofo Vittorio Hösle.

Principais publicações

      • Amadurecer no Amor – Cartas filosóficas (com Ingrid C. Gil, Teresina, Nova Aliança, 2018)
      • Nenhum dia sem meditação (Teresina, Nova Aliança, 2017)
      • Nenhum dia sem Palavras (Teresina, Nova Aliança, 2016)
      • Hans Jonas e a filosofia da mente (São Paulo, Paulus, 2016)

       
      Leia mais notícias do mundo católico no Rumo da Fé.

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