Religião Católica

Entenda a diferença entre a religião Católica Romana e a Ortodoxa

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Você sabe qual é a diferença entre a religião Católica Romana e a Ortodoxa? Embora sigam alguns preceitos em comum, as duas crenças contam com importantes discordâncias.

A base da fé de ambas é a mesma. Afinal, até pouco mais de mil anos atrás, elas eram a mesma Igreja. O que muda é a maneira como esta fé é praticada por seus seguidores. Há pouca diferença entre a religião Católica Romana e a Ortodoxa, sendo algumas distinções mais relevantes do que as outras.

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Qual a diferença entre a religião Católica Romana e a Ortodoxa?

Uma das mais importantes diferenças está nas datas. Enquanto os católicos comemoram o nascimento de Cristo em dezembro, os ortodoxos celebram o Natal em 7 de janeiro. Isso acontece porque as duas crenças seguem calendários diferentes.

Enquanto a Igreja Católica acompanha o calendário gregoriano, a Igrejas Ortodoxa segue o chamado calendário Juliano, criado na época do império de Júlio César. Na prática, isso significa que as duas religiões festejam o mesmo acontecimento, porém, com alguns dias de diferença.

Outra relevante diferença entre a religião Católica Romana e a Ortodoxa está na cruz que representa o Cristo crucificado.

Cruz ortodoxa é diferente da católica

Qualquer igreja católica sempre vai contar com uma Santa Cruz, representada por um traço horizontal e outro vertical. Já para os ortodoxos, essa representação não seria fiel.

Em vez de apenas 2 barras, a cruz ortodoxa conta com uma na vertical e três na horizontal. A explicação é que uma barra acima serviria para o termo INRI, que teria sido escrita durante a crucificação. Já uma terceira barra, ficaria nos pés, pregados separadamente, de acordo com a crença.

Também é interessante o fato de que os ortodoxos não utilizam imagens em estátuas em suas igrejas. A religião permite apenas que sejam pintadas. Há quem critique o catolicismo por seus fiéis, supostamente, adorarem as estátuas de santos. Porém, trata-se de um mito.

Na verdade, os católicos não adoram imagens ou santos. A adoração é exclusivamente dedicada a Deus. Aos demais, é dedicada apenas uma veneração. E não às imagens, mas ao que elas representam.

Reconhecimento ao Papa

Além dessa questão simbólica, há também diferenças estruturais.

Considerada a figura de maior autoridade na Igreja Católica, o Papa não é reconhecido pelos ortodoxos. Contando com um patriarca como seu principal líder, os ortodoxos defendem que Jesus Cristo é o  chefe de sua Igreja. Assim, cada região possui um patriarca como principal guia, sem ter um líder humano principal.

Apesar dessa percepção, em 2016 o Papa Francisco se encontrou com o patriarca russo Kiril, dando um importante passo de reaproximação entre as Igrejas. A reunião aconteceu em Cuba e teve como destaque a defesa dos cristão no Oriente Médio.

Voto de Castidade

Já em relação aos seus sacerdotes, há uma diferença decisiva. Os padres católicos precisam fazer um voto de castidade. No caso dos ortodoxos, esse voto é necessário apenas para os bispos.

Celebração da Páscoa e a Quaresma

Se o Natal ortodoxo é diferente, o mesmo vale para a Páscoa. Na verdade, a Quaresma é que funciona de um jeito diferente dos católicos. Para começar, a Igreja Ortodoxa não leva em consideração a quarta-feira de cinzas, iniciando seu período de preparação já na segunda-feira, totalizando 47 dias.

Além disso, a data da Páscoa só é a mesma a cada quatro anos. Isso acontece porque ficou instituído que a Páscoa aconteceria sempre no Domingo seguinte à lua cheia do equinócio da primavera. A questão é que a Igreja Católica adotou o calendário gregoriano, que faz com que existam divergências na decisão dessa data.

A unidade está menos distante

Apesar da diferença entre a Igreja Católica e Ortodoxa, a verdade é que desde seu cisma, as duas religiões nunca estiveram tão próximas. Logo que foi escolhido, o Papa Francisco sempre se demonstrou aberto a um diálogo com os patriarcas ortodoxos.

Mesmo contando com algumas diferenças em seu modo de professar a fé, as duas religiões mantêm um interesse comum: os cristãos. A manutenção da fé é prioridade para as duas vertentes. Ainda é cedo para pensar em re-unidade. No entanto, está menos distante do que no passado.

Como não se considera que uma religião seja melhor que a outra, é possível que, em algum momento, a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa voltem a se aproximar ainda mais. Mesmo que isso não aconteça tão cedo, o caminho está aberto para que ambas não se tratem como concorrentes.

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