Religião Católica

Filmes religiosos que valem a pena assistir: os 10 mais bem criticados

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Na história do mundo não há relação mais complicada do que a existente entre a Fé e a Arte. Simbiótica em alguns momentos e antagonista em outros, é como se fosse uma moeda em que cada lado expressa a essência daquilo que é ser humano. Neste estranho matrimônio, um dos frutos mais bem-sucedidos é o cinema, que, desde sua criação, tem a bíblia como fonte para grandes obras. Pensando nisto, seja pelo viés histórico ou pela mensagem de fé, organizamos uma lista com dez filmes religiosos que valem a pena assistir. Confira!

Filmes religiosos que valem a pena assistir

10. Noé (Darren Aronofsky, 2014)

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Polêmico e controverso, o filme estrelado por Russel Crowe, que ainda conta com o peso de Emma Stone e Antony Hopkins no elenco, apresenta uma imagem diferente daquela que o público está acostumado.

Ao invés do sábio de barbas brancas, Russel Crowe assume no papel daquele que foi escolhido por Deus para proteger a criação durante uma chuva que devastaria a Terra. Apesar da pouca repercussão na época de lançamento, o filme surpreende pelos efeitos do dilúvio e empolga pelas cenas de ação que envolvem uma controversa interpretação daqueles que seriam os “nefilins”, ou gigantes citados no capítulo 6 do livro de Gênesis.

9. Abraão (Joseph Sargent, 1994)

 

Com Richard Harris no papel de Abraão, o filme mostra a trajetória daquele que foi escolhido por Deus para ser “o pai das nações”, bem como a provação enfrentada por ele e seu filho Jacó. Uma produção simples, mas muito fiel às escrituras.

8. Sansão e Dalila (Cecil B. DeMille, 1949)

 

Este é o primeiro filme “épico” do cinema e apresenta uma versão romantizada para a narrativa do livro de Juízes, na qual o hebreu Sansão é responsável por liderar os judeus contra o povo filisteu.

A cena em que o herói destrói o templo em busca de redenção é surpreendente para os efeitos especiais da época. Um curiosidade é que o filme conta com a presença de Hedy Lamarr no papel de Dalila, atriz que além de ser considerada “o rosto do cinema na primeira metade do século”, também era inventora e responsável pelo desenvolvimento da tecnologia que deu origem aos aparelhos celulares.

7. A Maior História de Todos os Tempos (George Stevens, 1965)

 

Considerado um dos projetos mais ambiciosos para a história do cinema, A Maior História de Todos os Tempos narra a vida de Jesus Cristo desde o seu nascimento até a ressurreição.

Para isto, contou com um elenco recheado com as maiores estrelas da época, com Charlton Heston como João Batista e Max von Sydow como Jesus Cristo. Com cenários grandiosos e um show de atuações, o filme conquistou cinco Oscars e até hoje é considerado um dos grandes trabalhos do diretor George Stevens.

6. Ben-Hur (Timur Bekmambetov, 2016)


Embora não se trate de uma história propriamente bíblica, Ben-Hur é um dos filmes que melhor expressa o impacto da conversão na vida do homem.

Baseado no romance de 1880 Ben-Hur: “A Tale of the Christ “de Lew Wallace, a obra mostra a vida do nobre hebreu Judah Ben-Hur e seu irmão adotivo Messala que apesar de terem crescido unidos pelo amor, têm a relação abalada quando Messala, que se alistou ao exército Romano, descobre que Judah abriga em sua casa um jovem Zelote, um rebelde que era contra o controle Romano sob os judeus, e o trai sentenciando a escravidão. Após perder tudo por conta de Messala, Judah é condenado ao exílio e passa cinco anos pensando em vingança. Ao voltar para Israel, no entanto, é impactado pelas palavras de um homem que prega na região, seu nome é Jesus Cristo.

A versão de 2016 não se trata propriamente de uma refilmagem do clássico de 1959, mas atenta-se a detalhes mais fieis ao romance original, passando uma importante mensagem sobre o perdão. O mais interessante nesta montagem é notar como os episódios passados por Judah e Messala se relacionam com a vida de Jesus. O filme conta com o brasileiro Rodrigo Santoro no papel do Messias.

5. Os Dez Mandamentos (Cecil B. DeMille, 1956)


Mais um filme com Charlton Heston no elenco, esta provavelmente é a versão definitiva da história do êxodo do povo judeu no Egito. Ele adapta o romance “Pillar of Fire” e narra a vida de Moisés: desde que foi encontrado no rio Nilo até à chamada Terra Prometida.

Na época, foi considerado o filme mais caro da história, tendo em vista que sua produção contou com mais de 1200 storyboards e um roteiro de 300 páginas que contemplava mais de 70 personagens. Assim como já havia feito com a cena do templo em “Sansão e Dalila”, o diretor Cecil B. Demille tratou para que “Os 10 Mandamentos” tivessem uma sequência marcante. O resultado é o momento em que Heston divide as águas do Mar Vermelho, uma das imagens mais conhecidas e reproduzidas da história do cinema.

4. A Paixão de Cristo (Mel Gibson, 2004)


Além de ser um grande cineasta, Mel Gibson é conhecido por ser um católico fervoroso. O diretor buscou expressar a importância da fé em sua vida por meio desta montagem que narra as últimas doze horas de Jesus Cristo a partir dos relatos dispostos no evangelho de Mateus.

Com James Caviezel no papel de Jesus, “A Paixão de Cristo” chega a chocar os mais sensíveis pelas cenas de violência, tendo em vista que um dos objetivos do diretor era representar o sofrimento e martírio passado pelo salvador. Outro ponto interessante é que embora seja uma montagem norte-americana, o filme é todo falado em Aramaico, idioma falado na época de Jesus e que hoje em dia está praticamente extinto, tornando a maior bilheteria feita por um filme de língua estrangeira nos Estados Unidos.

3. O Príncipe do Egito (Simon Wells & Brenda Chapman, 1998)

Uma ótima opção para se assistir junto com as crianças, o Príncipe do Egito é uma animação que conta a História de Moisés desde a sua juventude, enquanto filho adotivo do Faraó, até a libertação do povo hebreu e sua saída do Egito.

É uma obra muito elogiada, tanto pela qualidade da sua animação feita por uma equipe de renomados profissionais, quanto pelo elenco astronômico de dubladores, que no inglês contou com nomes de Val Kilmer como Moisés, Michelle Pfeiffer como Zípora, Ralph Fiennes como Ramsés, além de Patrick Stewart, Sandra Bullock, Steve Martin, entre outros.

2 A Última Tentação de Cristo (Martin Scorsese, 1988)

 

Outro diretor conhecido pela influência católica em seus trabalhos é Martin Scorsese. Em “A Última Tentação de Cristo”, o veterano busca passar ao público uma visão dos aspectos humanos de Jesus, que nesta obra é vivido pelo astro Willem Dafoe. Embora tenha recebido duras críticas pela forma como retrata qual seria a última tentação de Jesus antes do calvário, indiscutivelmente, este é um filme que vale a pena ser visto.

O jornalista americano Roger Ebert, considerado um dos pais da crítica de cinema, definiu a montagem em sua análise como “um filme que retrata um “Jesus de carne e sangue, lutando, questionando, perguntando a si mesmo e seu Pai, que é o caminho certo, e finalmente, depois de um grande sofrimento, ganhando o direito de dizer, na cruz: ‘Está feito’”.

1. O Evangelho segundo São Mateus (Paolo Pasolini, 1964)

 

Paolo Pasolini foi um artista plástico, poeta e cineasta italiano que ficou conhecido por expressar em suas obras uma visão muito crítica sobre as mudanças vividas pelo seu país com o pós-Segunda Guerra. Posto isto, busca expressar em “O Evangelho segundo São Mateus” a imagem de um Jesus Cristo que intervém e se preocupa pelo povo. Uma figura que, embora pacífica, emana autoridade de suas palavras. A obra toma como base os diálogos descritos no livro de Mateus, de modo que algumas cenas chegam a transcrever na íntegra as passagens da bíblia.

O viés politizado da montagem fez com que o filme recebesse duras críticas pela comunidade católica na época de seu lançamento. Entretanto, anos depois, em 2014, foi considerado “provavelmente o melhor sobre Jesus jamais rodado” pelo Osservatore Romano, jornal diário oficial do Vaticano.

No mesmo ano o Vaticano ainda anunciou que realizou uma restauração da película em 16mm em preto e branco, conservada agora nos arquivos da Filmoteca Vaticana.

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