Religião Católica

Judas Iscariotes: o apóstolo que traiu Jesus Cristo

Judas Iscariotes

Você tem algum amigo ou conhecido chamado Judas Iscariotes? Aposto que a resposta seja negativa. O motivo é simples: o nome virou sinônimo de delator há aproximadamente 2 mil anos, pois esse personagem bíblico teria entregado Jesus Cristo aos romanos em troca de 30 moedas de prata.

Judas Iscariotes foi um dos 12 apóstolos de Jesus Cristo. Depois da última ceia, ele beijou o rosto do filho de Deus, omo havia combinado com os guardas romanos, ato que causou posteriormente a crucificação e morte do Messias.

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Confira abaixo a história de Judas Iscariotes e conheça a tradição de malhar esse personagem bíblico, no Sábado de Aleluia, nas ruas do País.

Quem é Judas Iscariotes?

Judas Iscariotes é um personagem sem história. Não existem registros de seu passado antes de conhecer Jesus, muito menos as suas características físicas e sociais.

A Bíblia não conta de onde Judas Iscariotes veio. Muito menos como ele vivia. Há relatos de que ele nasceu em Kerioth, na região da Judeia. Filho de Simão, foi um dos primeiros apóstolos a juntar-se a Cristo.

Judas Iscariotes é citado 15 vezes nos evangelhos canônicos. Na história, ele é reconhecido como um grande vilão.

Pesquisadores acreditam que o nome Iscariotes surgiu provavelmente da palavra latina “sicarius” (assassino). Também é possível que seja o indicativo do nome de sua família.

Judas, o discípulo de Jesus

Judas Iscariotes pode ter sido um personagem importante na vida de Jesus. Ele seria o responsável em levar as pregações aos moradores da Judéia.

O apóstolo vivia na Judéia, um importante centro político e econômico. Naquela época, os moradores daquela região se sentiam intelectualmente superiores aos habitantes da Galileia. Por isso, Judas Iscariotes, um local, falar bem de Jesus pode ter aberto portas para o forasteiro.

Judas Iscariotes era um dos cerca de 70 discípulos de Jesus. Esse grupo seguia o mestre, participava e ouvia seus discursos, anunciava sua chegada nas cidades, pregava em seu nome, mas não tinha compromisso com o filho de Deus.

Escolhido

Desse grupo, Jesus selecionou 12 homens e os chamou de apóstolos – mensageiros, em grego. Faziam parte desse núcleo os irmãos Pedro e André, Tiago e João, Filipe, Bartolomeu, Tomé, Mateus, outro Tiago (que era primo de Jesus), Judas Tadeu, Simão e Judas Iscariotes.

Segundo a Bíblia, Judas Iscariotes era o responsável pela administração do dinheiro recolhido durante as pregações. A verba arrecadada cobria o custo das viagens.

A traição de Judas Iscariotes
A última Ceia, Judas Iscariotes

A versão da traição consta no Evangelho de São Mateus. Após a última ceia, Jesus convidou os apóstolos para orar no jardim de Getsêmani.

Jesus ainda falava, quando chegou Judas, com uma grande multidão armada de espadas e paus. Iam da parte dos chefes dos sacerdotes e dos anciãos do povo. O traidor tinha combinado com eles um sinal, dizendo: Jesus é aquele que eu beijar, prendam! Judas logo se aproximou de Jesus, e disse: Salve Mestre. E o beijou. Jesus lhe disse: Amigo, faça logo o que tem a fazer. Então os outros avançaram, lançaram as mãos sobre Jesus e o prenderam..

(Mateus 26: 47-48-49-50)

Relata São Mateus em seu Evangelho: “Então, Judas, o traidor, ao ver que Jesus fora condenado, sentiu remorso e foi devolver as trinta moedas de prata ao chefe dos sacerdotes e anciãos, dizendo: Pequei, entregando à morte sangue inocente.” (Mateus 26: 3-4-5)

Na sequência, com remorso, suicidou-se enforcado em uma figueira. Segundo o evangelho, os sacerdotes pegaram o dinheiro e compraram um terreno para servir de cemitério aos estrangeiros, sendo posteriormente chamado de Campo do Sangue.

Malhação do Judas

A malhação segue viva nas comunidades católicas no Brasil, sempre no Sábado de Aleluia. O ato representa a morte de Judas Iscariotes, que entregou Jesus aos soldados romanos em troca de 30 moedas de prata.

A brincadeira consiste em construir um boneco do tamanho de um homem, recheado de pano, serragem ou papel. Depois, ele é pendurado em uma árvore ou poste e, ao meio-dia, é surrado e queimado pela população.

A simbologia remete ao apóstolo Judas Iscariotes, mas nos dias atuais a raiva é direcionada a personagens da vida pública. Os bonecos são caracterizados por políticos a até jogadores de futebol em má fase.

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