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O Papa da tolerância: porque Francisco é denominado tão moderno

O Papa da tolerância

Todos nós, em algum momento, já ouvimos alguma frase do Papa Francisco considerada um tanto quanto moderna para a Igreja Católica, certo?

Desde que foi eleito, o Papa Francisco tem inquietado os círculos mais conservadores do Vaticano. Entenda as críticas que giram em torno dele e o porquê de tanta divergência:

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Afinal, Francisco está abolindo o pecado?

De fato, podemos afirmar que a Jornada Mundial da Juventude, que aconteceu em 2013, no Brasil, foi um marco na história da Igreja Católica. Isso porque o evento ocorreu pela primeira vez em um país cuja língua portuguesa é majoritária, foi o primeiro encontro do papa Francisco com a juventude católica, e também o primeiro evento internacional do seu pontificado.

Mas o que mais se destacou, por chocar a opinião pública e dos cristãos, foi a resposta do pontífice dada a uma jornalista sobre o que ele pensa a respeito do homossexualismo, dizendo: “Quem sou eu para julgá-los?

Antes de Francisco, a Igreja considerava o tema um pecado, mas as coisas começaram a mudar positivamente para a comunidade LGBT. E, a partir daí, o Papa Francisco tem chamado a atenção em diversas ocasiões ao se pronunciar sobre um tema tão delicado.

E a hierarquia tradicional católica não tem aceitado muito bem a revolução trazida por ele, alegando que Francisco esteja “abolindo o pecado”.

Pensamentos mais de acordo com as atualidades

Além dessa posição neutra e compreensiva sobre os gays e lésbicas, o papa Francisco, desde os primeiros meses do seu pontificado, tem trazido uma reforma no conceito de pecado, não para aboli-lo, mas para diversificá-lo. Temas como homossexualismo, divórcio e aborto são os mais recorrentes.

Em 2015 e 2016, ele convocou duas grandes conferências de bispos de todo o mundo para discutir sobre esses assuntos, encorajando um debate. E rapidamente notou-se que ele era a favor de um considerável afrouxamento da disciplina sobre uma comunhão após um segundo casamento.

Intervenção do Vaticano

E, para agravar ainda mais os humores, o Vaticano acredita que a mídia tem manipulado as palavras de Papa Francisco para favorecer a comunidade LGBT.

O Papa constata que a situação em que hoje tem lugar a educação das crianças e dos jovens é muito diferente do passado, porque estes vivem em muitas situações familiares difíceis, com pais separados, novas uniões anômalas, por vezes, também, homossexuais.

Disse Federico Lombardi, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, em resposta a vários artigos publicados pela imprensa sobre os comentários do Papa Francisco a respeito de uma menina criada por um casal homossexual.

Alguns meios de imprensa transmitiram a informação como se o Papa Francisco tivesse indicado alguma abertura para o matrimônio gay. E o porta-voz do Vaticano teve que intervir.

Francisco é um papa muito especial, que traz em suas frases de Papa Francisco.

Fúria gerada

Um dos seus mais ferozes críticos é o cardeal Burke, quem dirigia o sistema judicial interno do Vaticano e foi demitido pelo Papa Francisco. O cardeal representava uma antiga tradição de americanos do poder do catolicismo de etnia branca. Combinava anticomunismo, orgulho étnico e ódio ao feminismo, o oposto do que o papa Francisco prega.

O pontífice se opõe drasticamente à pena de morte, condena o capitalismo americano, e, acima de tudo, está do lado dos imigrantes. Tanto que, após a sua eleição, em 2013, deu início a uma ampla ofensiva contra a velha guarda no interior do Vaticano.

E isso gerou inimizades internas que se arrastam até hoje.

Quem é o Papa Francisco?

Aparentemente, Francisco veio mesmo para mudar a história do Vaticano.

Jorge Mario Bergoglio nasceu em Buenos Aires, na Argentina, no dia 17 de dezembro de 1936. Ele foi o primeiro papa nascido no continente americano e o primeiro latino-americano da Igreja Católica, em mais de 1200 anos.

Antes de se dedicar à vida religiosa, Bergoglio estudou Farmácia, graduou-se em filosofia, foi professor de literatura e psicologia, e ainda estudou e lecionou teologia. Ao ser eleito, o novo pontífice escolheu o nome de Francisco que, de acordo com o próprio, é uma referência a Francisco de Assis.

 

De fato, o primeiro Papa jesuíta da História foi eleito como um “forasteiro” dos poderes instituídos do Vaticano, e era de ser esperar que fizesse inimigos. E a sua justificativa é que ele tem tentado resgatar o Deus dos cristãos que é o Deus do perdão, e que prefere uma Igreja capaz de perdoar do que acolher a velha Igreja sempre disposta a condenar.

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