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Para Francisco: é melhor viver como ateu do que ir à igreja e odiar outros

Para Francisco, é melhor viver como ateu do que ir à igreja e odiar outrosPara Francisco, é melhor viver como ateu do que ir à igreja e odiar outros

Se uma pessoa tem um bom coração, predisposto a amar, então, compreende que cada palavra de Deus deve ser encarnada até suas últimas consequências. O amor não tem limites: pode-se amar o próprio cônjuge, o próprio amigo e até mesmo o próprio inimigo com uma perspectiva completamente nova.

Essas foram as palavras do Papa Francisco na primeira Audiência Geral do ano de 2019. No dia 2 de Janeiro de 2019, o Papa deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre o Pai Nosso iniciado em 5 de dezembro, inspirando-se na passagem de Mateus 6, 5-6.

Francisco explicou aos 7 mil presentes na Sala Paulo VI, que o Evangelho de Mateus coloca o texto do “Pai Nosso” em um ponto estratégico, no centro do Sermão da Montanha. Os discípulos mais íntimos e uma grande multidão de rostos anônimos reunidos em volta de Jesus no alto de uma colina receberam a entrega do Pai Nosso.

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Para o Papa, o Evangelho é revolucionário

Jesus coroa de felicidade uma série de categorias de pessoas que em seu tempo, mas também no nosso, não eram muito consideradas. Bem-aventurados os pobres, os mansos, os misericordiosos, os humildes de coração… Esta é a revolução do Evangelho. Onde está o Evangelho há uma revolução. O Evangelho não deixa quieto, nos impulsiona, é revolucionário.

O Pontífice ainda disse que esse é o grande segredo que está na base de todo o Sermão da Montanha: sejam filhos de vosso Pai que está nos céus”. Ele destacou que, num primeiro momento, os capítulos do Evangelho de Mateus podem evocar uma ética tão exigente a ponto de parecer impraticável. Mas, ao contrário, descobrimos que são sobretudo um discurso teológico.”

De acordo com Francisco, existem pessoas que são capazes de tecer orações ateias, sem Deus, e que fazem isso para serem admiradas pelos homens. Ele ainda completou:

E quantas vezes nós vemos o escândalo daquelas pessoas que vão à Igreja, estão lá todo o dia, ou vão todos os dias, e depois vivem odiando os outros e falando mal das pessoas. Isto é um escândalo. Melhor não ir à igreja. Viva assim como ateu. Mas se você vai à igreja, viva como filho, como irmão e dá um verdadeiro testemunho. Não um contratestemunho.

Entenda porquê Papa Francisco é denominado tão moderno.

O versos dessa passagem trazem a reflexão sobre o que o Papa Francisco quis dizer a respeito de sermos coerentes como cristãos:

5. E, quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.

6. Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente. (Mateus 6:5,6)

Francisco nos relembra o que Jesus nos ensinou

Francisco prosseguiu ao afirmar que Jesus toma distância das orações dos pagãos”. E recordou a cena do Monte Carmelo. Diferentemente dos sacerdotes de Baal que gritavam, dançavam, pediam tantas coisas, foi ao Profeta Elias, que fica calado, que o Senhor se revela:

Os pagãos pensam que falando, falando falando, se reza. Também eu penso aos tantos cristãos que acreditam que rezar, desculpem-me, é falar a Deus como um papagaio. Não! Rezar se faz do coração, de dentro,

Para o Papa, o Pai Nosso poderia ser uma oração silenciosa, bastando no fundo colocar-nos sob o olhar de Deus, recordando do amor de Pai, o que é suficiente para serem ouvidos.

E Deus não precisa de sacrifícios para conquistar seu favor. Assim, Francisco concluiu:

Que bonito pensar que o nosso Deus não precisa de sacrifícios para conquistar o seu favor! Ele não precisa de nada, nosso Deus: na oração pede somente que tenhamos aberto um canal de comunicação com ele, para nos descobrirmos sempre seus amados filhos.

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