Religião Católica

Pecado : Você sabe o que é?

O PecadoO Pecado

Um dos pilares da fé Cristã é admitir que a nossa vida está marcada pelo pecado. Este ato egoísta demonstra o que há de mais perverso na natureza humana ao tentar nos afastar do amor de Deus.

Mas, será que você sabe ao certo o que é o pecado? Conhece sua origem? Sabe dizer se existem pecados que são piores que os outros? Descubra:

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O que é o pecado

A bíblia nos conta que pecado é qualquer ato, sentimento ou pensamento que vai contra os padrões de Deus. Quem peca desrespeita a lei e faz o que é errado ou injusto do ponto de vista de Deus. É possível encontrar diversas passagens que explicam esta relação.
Para Jesus, o pecado é uma escravidão que nasce no coração do homem:

O que entra pela boca não torna o homem ‘impuro’; mas o que sai de sua boca, isto o torna ‘impuro’.

Mateus 15:11

 

O livro de Tiago também nos fala que Deus dá aos seus filhos o discernimento para fazer aquilo que é certo:

Portanto, se alguém sabe fazer o que é certo e ainda assim não o faz, está pecando.

Tiago 4:17

A origem do pecado

O pecado tem sua origem no capítulo três do livro de Gênesis, quando Adão e Eva foram tentados pelo diabo em forma de serpente para desobedecer a Deus.

    1. Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais selvagens que o Senhor Deus tinha feito. E ela perguntou à mulher: “Foi isto mesmo que Deus disse: ‘Não comam de nenhum fruto das árvores do jardim’?
    2. Respondeu a mulher à serpente: “Podemos comer do fruto das árvores do jardim,
    3. mas Deus disse: ‘Não comam do fruto da árvore que está no meio do jardim, nem toquem nele; do contrário vocês morrerão’ “.
    4. Disse a serpente à mulher: “Certamente não morrerão!
    5. Deus sabe que, no dia em que dele comerem, seus olhos se abrirão, e vocês serão como Deus, conhecedores do bem e do mal”.
    6. Quando a mulher viu que a árvore parecia agradável ao paladar, era atraente aos olhos e, além disso, desejável para dela se obter discernimento, tomou do seu fruto, comeu-o e o deu a seu marido, que comeu também.
    7. Os olhos dos dois se abriram, e perceberam que estavam nus; então juntaram folhas de figueira para cobrir-se.

Gênesis 3:1-7

Para estudiosos como Santo Agostinho, um dos mais importantes teólogos da Igreja Católica, antes da tentação da serpente, o homem foi criado de acordo com a imagem e semelhança de Deus e por isto vivia em perfeita harmonia com o criador. Entretanto, ao desobedecerem ao Pai, Adão e Eva perderam sua inocência e se afastaram do perfeito amor. A marca desta rebeldia, passada aos seus filhos de geração em geração, seria o pecado original, ou seja, aquele que nasce dentro de nós.

É possível evitar o pecado totalmente?

Não, como descendentes de Adão, todos os homens pecaram. A única exceção é Jesus Cristo que foi gerado do ventre da Virgem Maria e não teve contato com o pecado. Isto fica claro na passagem de Romanos 3:23 que expressa: “todos os homens pecaram e não atingem a glória de Deus”.

Esta visão também é exposta pelo rei David, no antigo testamento: “Já nasci culpado de erro” – Salmo 51:5. Porém, a bíblia também nos ensina que graças ao Espírito Santo, que nos consola e dá o entendimento sobre o que é amor de Deus, podemos ter contato com o Primeiro Amor, cuja consequência é a remissão de nossos pecados. Esta comunhão é obtida a partir do arrependimento, conversão e batismo.

Há pecados piores do que outros?

Além do pecado original, nossa desobediência pode afetar a Deus de maneiras diferentes. A Igreja Católica define aquele erro que é baseado em atitudes, palavras ou omissões que ferem a Deus, ao próximo ou a nós mesmos, como pecado pessoal. Este, por sua vez, pode ser dividido em pecado venial (de matéria leve) ou pecado mortal (de matéria grave).

Pecados que ferem os Dez Mandamentos

A matéria é a prática pecaminosa em si. Ela é considerada grave ou mortal quando infringe qualquer um dos Dez Mandamentos. Por exemplo, blasfemar contra Deus, desrespeitar os pais, matar ou ferir alguém, cometer atos contra a carne, roubar, etc.

Já os pecados veniais, ou seja, de matéria leve, são aqueles que não ferem os 10 mandamentos, mesmo se forem contra algum deles. Imagine o pecado do roubo, por exemplo, alguém que rouba outra pessoa para enriquecimento ilícito e consequentemente traz prejuízo para o próximo, peca de forma grave. Entretanto, alguém que está com fome e rouba um pão para se alimentar não está causando um grave prejuízo, portanto seu erro é considerado de matéria leve.

Mas atenção: a Bíblia também nos ensina que não devemos minimizar a seriedade de nenhum pecado, pois esta prática pode nos levar a relatividade e consequentemente à prática de pecados cada vez mais graves — Mateus 5:27, 28.

E os 7 pecados capitais?

A prática dos 7 pecados capitais também está submetida aos critérios de matéria leve ou grave, sendo a sua classificação uma medida tomada pela Igreja no século VI para indicar quais “vícios” são mais comuns entre homens e mulheres. Estas também seriam a base para outras práticas, por isto “capitais”. Por serem mais comuns, devem ter sua atenção redobrada. São eles: orgulho, gula, avareza, luxúria, inveja, preguiça e ira.

O pecado imperdoável

A teologia ainda nos ensina sobre um último tipo de vício cometido pelo homem: um erro tão grave que, por sua vez, não teria perdão: pecado contra o Espírito Santo.

De acordo com o livro de Matheus, este vício é baseado no desafio constante ao amor de Deus, ou seja, em rejeitar sua mensagem:
30.”Aquele que não está comigo, está contra mim; e aquele que comigo não ajunta, espalha.

31. Por esse motivo eu lhes digo: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens, mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada.

32. Todo aquele que disser uma palavra contra o Filho do homem será perdoado, mas quem falar contra o Espírito Santo não será perdoado, nem nesta era nem na era que há de vir.
Mateus 12:30-32

Como Deus nos dá o livre-arbítrio, esta falta de arrependimento impossibilita o perdão, pois este depende da nossa aceitação voluntária.
O pecado imperdoável pode acontecer quando perdemos a esperança na salvação, na presunção de uma salvação sem mérito, na obstinação em permanecer no pecado ou na impertinência final na hora da morte.

Como obter o perdão de Deus?

No livro de Lucas, Jesus nos conta que Deus nos espera com os braços abertos, como um Pai que se esquece de todas as malcriações para nos dar amor. Assim, basta se arrepender e pedir de todo o coração que será perdoado.

O arrependimento acarreta na consciência dos seus erros e na mudança dos atos, conforme dispõe o livro de Isaías:

“Deixem os maus o seu caminho, e os malfeitores os seus pensamentos; que eles voltem a Jeová, que terá misericórdia deles, ao nosso Deus, porque perdoará amplamente” – Isaías 55:7.

O arrependimento também é conhecido como Exame de Consciência, elemento que integra o sacramento da Reconciliação, por meio da confissão. Ele consiste na reflexão sobre tudo aquilo que pode nos afastar de Deus.

No livro “O Nome de Deus é Misericórdia”, Papa Francisco orienta que durante o exame de consciência, o pecador saiba olhar com sinceridade para si mesmo e para o seu pecado. E que se sinta pecador, que se deixe ser surpreendido por Deus”.

Somente após esta reflexão estamos aptos para nos confessarmos e obtermos o perdão. Para Francisco, “o perdão dos nossos pecados não é algo que possamos dar a nós mesmos. Eu não posso dizer: perdoo os meus pecados. O perdão é pedido a outra pessoa e na Confissão pedimos perdão a Jesus. O perdão não é fruto dos nossos esforços, mas uma dádiva, um dom do Espírito Santo”.

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