Religião Católica

Conheça as principais relíquias cristãs e seus significados

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As relíquias cristãs  formam uma importante parte da história das religiões em torno do mundo e culto às relíquias ligas a Jesus e santos vem desde o início do cristianismo.

A palavra relíquia vem do termo em latim para “restos, vestígios”. O termo “relicário” é usado para um santuário que abriga estas relíquias. As relíquias nunca são simplesmente vestígios; em vez disso, são os restos mortais sagrados ou um artefato que é acreditado ter sido abençoado por santos ou pelo próprio Cristo. E ao redor dos vestígios corporais ou de objetos ligados a estes importantes símbolos do catolicismo surgiu o culto às relíquias.

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Primeiramente os mártires foram cultuados; o povo de Deus recolhia seus corpos e os sepultava com reverência. As sepulturas dos mártires eram visitadas por peregrinos; muitos queriam ser sepultados junto a um mártir pois julgavam que este mais intercederia por eles no Céu.

Entre as relíquias cristãs de maior valor, obviamente, estão aquelas relacionadas diretamente com Jesus. Entretanto, dezenas de relíquias espalhadas pelo mundo que, alegadamente, seriam ligadas a Cristo, não contam com embasamento histórico demonstrado, porque a sua identificação foi feita entre o final da Idade Antiga e a Alta Idade Média e os relatos a seu respeito são envoltos em lenda e tradição oral.

A própria Igreja refutou milhares de falsas relíquias ao longo dos séculos e conservou aquelas cuja história tem verossimilhança, deixando claro, no entanto, que o fundamento da reverência a essas relíquias cristãs está em testemunhos que nunca puderam ser comprovados de modo inquestionável.

Vamos conhecer algumas das principais relíquias cristãs?

Santo Graal

O cálice que Jesus utilizou na última ceia e sobre o qual existem várias tradições antigas. Basicamente são três. A mais antiga é do século VII, segundo a qual um peregrino anglo-saxão afirma ter visto e tocado, na igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém, o cálice que Jesus usou. Era de prata e tinha duas asas.

Uma segunda tradição diz que esse cálice é o que se conserva na catedral de San Lorenzo em Genova. É conhecido como o Sacro “catino”. É feito de cristal verde, parecido com um prato, que teria sido levado a Genova pelos cruzados, no século XII.

Segundo uma terceira tradição, o cálice da última ceia é o que se conserva na catedral de Valencia (Espanha) e é venerado como o Santo Cálice. Trata-se de um cálice de calcedônia, de cor escura, que teria sido levado por São Pedro a Roma e utilizado ali por seus sucessores, até que no século III, devido às perseguições, é entregue à custódia de S. Lorenzo, que o leva a Huesca. Depois de haver estado em diversos lugares de Aragão, teria sido levado a Valencia, no século XV.

Santo Sudário

O Santo Manto ou Santo Sudário é o manto que envolveu o corpo de Jesus Cristo após sua crucificação. A peça leva a imagem detalhada da frente e das costas de um homem que foi crucificado de maneira idêntica a Jesus de Nazaré conforme descrevem as Escrituras. Esta é considerada a imagem mais antiga de Jesus que se tem notícia, porém somente em 1898 se pôde contemplar pela primeira vez sua imagem em negativo no revés de uma placa fotográfica. Embora a Bíblia não dê uma descrição detalhada do aspecto físico de Jesus, desde os primeiros séculos foram feiras imagens de Cristo.

O manto é uma fina peça de linho de 3 pés e 7 polegadas de largura e 14 pés e três polegadas de comprimento (exatamente 8 por 2 cubits, a antiga medida usada em Israel).

O Santo Sudário está em Turim, Itália, desde 1578 e é posto a exposição pública aproximadamente uma vez por cada geração.

Mais de 1000 investigações científicas das mais diversas especialidades foram realizadas e ao todo mais de 32 mil fotografias já foram tiradas e analisadas, o que têm feito do Santo Sudário a relíquia mais estudada da história.

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Sudário de Oviedo

Conhecido como Sudário de Oviedo, o pedaço de pano que envolveu a cabeça de Jesus Cristo depois de sua Paixão é uma das principais relíquias cristãs e atualmente está guardada na Câmara Santa da Catedral de Oviedo (Espanha).

Manchado de sangue e com algumas queimaduras de velas, este pano de forma retangular é um dos objetos funerais que envolveram o Senhor descritos por São João no Evangelho. Este objeto, junto ao Santo Sudário, teria sido recolhido pelo apóstolo que estava junto com São Pedro ao descobrir que o sepulcro de Jesus estava vazio.

Os apóstolos veneraram em Jerusalém as relíquias cristãs da Paixão, incluindo o Sudário, durante os primeiros anos do cristianismo. Com a invasão dos persas no século VII, conseguiram salvá-lo e foi levado à Espanha.

O Sudário de Oviedo e o Santo Sudário apresentam manchas de sangue humano do grupo AB, e além disso as manchas deste sangue se encaixam perfeitamente com as manchas de sangue do rosto do Santo Sudário, o que só pode ser explicada se as duas telas cobriram a mesma face.

O Sudário de Oviedo é exposto ao público apenas três vezes por ano: na Sexta-feira Santa; no dia 14 de setembro, dia da Santa Cruz; e em 21 de setembro, festa do Apóstolo São Mateus, padroeiro da cidade espanhola.

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