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Santa Brígida: conheça a história da padroeira da Suécia

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Brígida Birgersdotter Birgitta Birgersdotter, conhecida como Heliga Birgitta, Santa Brígida nasceu em 15 de dezembro de 1303, na Suécia. Era filha de um nobre e toda sua família era muito religiosa e usando de sua fortuna, construiu mosteiros, hospitais e igrejas.

Saiba tudo sobre a história da Santa e conheça algumas de suas orações mais famosas.

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História da Santa Brígida

Aos sete anos, Brígida teve uma visão de Nossa Senhora e, aos dez, após ouvir um sermão sobre a Paixão e Morte de Nosso Senhor, sonhou com Jesus Cristo, convertendo a Paixão de Cristo em centro de sua vida espiritual. Aos catorze anos de idade, casou-se com um nobre de nome Ulf Gudmarsson, também um cristão fervoroso.

Brígida e Ulf tiveram oito filhos. Dentre eles destaca-se uma filha que também foi canonizada: Santa Catarina da Suécia. Brígida foi dama de companhia de uma rainha chamada Bianca, da região de Namur, na atual Bélgica, durante sua juventude. Com isso, ela estava sempre presente nas cortes cheias de luxo e riqueza. Contudo, manteve-se fiel à sua consciência cristã e preservou sua fé, nunca se afastando da caridade e da dignidade, apesar de viver nestes ambientes de cheios de frivolidades e riquezas materiais.

Onde nasceu

Uma doença grave deixou seu marido de cama por longo período. Após as orações de Santa Brígida, ele recobrou a saúde, por isso ambos prometeram consagrar-se a Deus na vida religiosa. Segundo relatos históricos, Ulf morreu em 1344, no Convento Cisterciense de Alvastra.

Assim que ficou viúva, Santa Brígida dedicou-se integralmente para a vida religiosa, repartiu seus bens entre os herdeiros e os pobres, passando a viver de maneira simples nas imediações do Convento de Alvastra.

Nessa época, suas visões se tornaram mais frequentes, formando a maior parte das aparições que Brígida vivenciou até sua partida para Roma, quando recebeu a missão de levar mensagens a políticos e líderes religiosos.

Contato com o Catolicismo

Entre 1344 e 1346, fundou um mosteiro duplo, tendo uma área para homens e outra para mulheres. Deste projeto nasceu a Ordem do Santíssimo Salvador de Santa Brígida (em latim: Ordo Sanctissimi Salvatoris – O.Ss.S., em sueco: Den helige Frälsarens orden), cujos membros são chamados de brigitinos ou brigidinos. Os religiosos, freiras, irmãs e irmãos leigos e monges, seguiam as Regras de vida de São Agostinho.

Em 1349, Santa Brígida viajou a Roma para a celebração do jubileu de 1350, e também para obter permissão do Papa para fundar uma nova ordem religiosa. Entretanto, na ocasião o Papa residia em Avinhão e, além disso, a Igreja havia proibido o estabelecimento de mais ordens.

Durante sua estadia na cidade, escreveu cartas ao Papa, onde lhe suplicava que regressasse a Roma, e se dedicou a visitar as igrejas que continham tumbas de santos. Na igreja de São Lourenço em Panisperna, no monte Viminal, em Roma, perto de onde morava, pedia aos transeuntes esmolas para os necessitados. Também aproveitou para viajar em peregrinação ao santuários de Assis, a Nápoles e ao sul da Itália.

Em 1368, o Papa Urbano V regressou a Roma e, em 21 de outubro recebeu o Imperador Carlos IV. Então, Brígida pôde entregar as regras de sua ordem ao Papa, que se encarregaria de examiná-las. As regras foram aceitas com várias revisões e mudanças.

Na época, o Papa voltou a deixar a Itália , situação com a qual Santa Brígida não estava de acordo. Ela profetizou que o Papa receberia um forte golpe de Deus e, após dois meses do regresso a Avinhão, Urbano faleceu.

Morte da Santa

Santa Brígida morreu em 23 de julho de 1373. A partir de sua morte, a Ordem do Santo Salvador passou a ser dirigida por Santa Catarina da Suécia, sua filha. A Ordem tornou-se muito famosa alguns anos depois. Santa Brígida foi canonizada dezoito anos após sua morte (o processo de canonização de Brígida começou em 1377 e terminou em 1391). O culto a ela espalhou-se rapidamente por toda a Europa. O local onde ela morou na cidade de Roma foi transformado numa bela igreja dedicada a ela, situada na praça Farnese.

De acordo com sua própria vontade, seus restos mortais foram transladados para a Suécia, especificamente para o convento de Vadstena, após haverem sido enterrados na igreja romana de São Lourenço, em Panisperna. Em 1377, por ordem do bispo Alfonso Pecha de Vadaterra, amigo e confessor de Brígida, foi à luz a primeira edição de suas Aparições celestiais. Em 1378, foi ao fim outra aprovação sobre as regras da ordem religiosa de Santa Brígida, e em 1384 se consagrou o Convento de Vadstena. Inicialmente foi proclamada Padroeira da Suécia, e posteriormente, padroeira da Europa, pelo Papa João Paulo II.

Santa Brígida deixou escritas 15 orações, reveladas a ela por Jesus, que se tornaram famosas entre o povo cristão. Cada uma dessas orações dedica-se a uma necessidade humana e foram aprovadas pelo Papa Pio IX em 31/05/1862, que as reconheceu como autênticas e de grande proveito para as almas.

Você sabia?

O Papado de Avinhão, conhecido também como “Cativeiro de Avignon”, diz respeito a um período da história do papado e da Igreja Católica, compreendido entre 1309 e 1377, quando a residência do papa foi alterada de Roma para Avinhão (ou Avignon, na França).

À medida que o poder real foi se fortalecendo na França, surgiram conflitos com a Igreja. Durante o reinado de Filipe IV de França, o Belo (1285-1314), registou-se um choque entre esse soberano e o então Papa Bonifácio VIII. O Papa não permitia que o rei cobrasse tributos da igreja francesa.

O sucessor do Papa Bonifácio VIII, Clemente V, foi levado (sem possibilidade de debate) pelo rei francês a residir em Avinhão, dando origem aos papas franceses que viveram naquela cidade.

Conheça as 15 orações deixadas por Santa Brígida

Oração de Santa Brígida 1

Ó JESUS CRISTO, doçura eterna para aqueles que vos amam, alegria que ultrapassa toda a alegria e todo o desejo, esperança de salvação dos pecadores, que declarastes não terdes maior contentamento do que estar entre os homens, até o ponto de assumir a nossa natureza, na plenitude dos tempos, por amor deles. Lembrai-Vos dos sofrimentos, desde o primeiro instante da Vossa Conceição e sobretudo durante a Vossa Santa Paixão, assim como havia sido decretado e estabelecido desde toda a eternidade na mente divina. Lembrai-Vos Senhor, que, celebrando a Ceia com os Vossos discípulos, depois de lhes haverdes lavado os pés, deste-lhes o Vosso Sagrado Corpo e precioso Sangue e, consolando-os docemente lhes predissestes a Vossa Paixão iminente. Lembrai-Vos da tristeza e da amargura que experimentastes em Vossa Alma como o testemunhastes Vós mesmo por estas palavras: “a Minha Alma está triste até a morte”. Lembrai-Vos, Senhor, dos temores, angustias e dores que suportastes em Vosso Corpo delicado, antes do suplício da Cruz, quando, depois de ter rezado por três vezes, derramado um suor de Sangue, fostes traído por Judas Vosso discípulo, preso pela nação que escolhestes, acusado por testemunhas falsas, injustamente julgado por três juízes, na flor da Vossa juventude e no tempo solene da Páscoa. Lembrai-Vos que fostes despojado de Vossas vestes e revestido com as vestes da irrisão, que Vos velaram os olhos e a face, que Vos deram bofetadas, que Vos coroaram de espinhos, que Vos puseram uma cana na mão e que, atado a uma coluna, fostes despedaçado por golpes e acabrunhado de afrontas e ultrajes. Em memória destas penas e dores que suportastes antes da Vossa Paixão sobre a Cruz, concedei-me, antes da morte, uma verdadeira contrição, a oportunidade de me confessar com pureza de intenção e sinceridade absoluta, uma adequada satisfação e a remissão de todos os meus pecados.
Assim seja!

Oração de Santa Brígida 2

Ó JESUS CRISTO, verdadeira liberdade dos Anjos, paraíso de delícias, lembrai-Vos do peso acabrunhador de tristezas que suportastes, quando Vossos inimigos, quais leões furiosos, Vos cercaram e, por meio de mil injúrias, escarros, bofetadas, arranhões e outros inauditos suplícios Vos atormentaram a porfia. Em consideração destes insultos e destes tormentos, eu Vos suplico, ó meu Salvador, que Vos digneis libertar-me dos meus inimigos, visíveis e invisíveis e fazer-me chegar, com o Vosso auxílio a perfeição da salvação eterna.
Assim seja!

Oração de Santa Brígida 3

Pai Nosso… Ave Maria…
Ó JESUS CRISTO, Criador do Céu e da terra, a quem coisa alguma pode conter ou limitar, Vós que tudo abarcais e tendes tudo sob o Vosso poder, lembrai-Vos da dor, repleta de amargura, que experimentastes quando os soldados, pregando na Cruz Vossas Sagradas mãos e Vossos pés tão delicados, trespassaram-nos com grandes e rombudos cravos e não Vos encontrando no estado em que teriam desejado, para dar largas a sua cólera, dilataram as Vossas Chagas, exacerbando assim as Vossas dores. Depois, por uma crueldade inaudita, Vos estenderam sobre a Cruz e Vos viraram de todos os lados, deslocando, assim, os Vossos membros. Eu vos suplico, pela lembrança desta dor que suportastes na Cruz, com tanta santidade e mansidão, que Vos digneis conceder-me o Vosso Temor e o Vosso Amor. Assim seja!

 

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